Publicado: 08/06/2018 ás 09:24:00
Autor: Ascom/Marcello Paulino
Foto por: Ascom/Tarsila Borges

Os vereadores se reuniram na noite desta quinta-feira (07), com os trabalhadores da rede municipal de educação. O objetivo do encontro foi discutir as reivindicações e evitar a greve, marcada para segunda-feira (11).

Além da aplicação do índice do piso nacional, 6.81%, os trabalhadores solicitam a mudança da data base da categoria para 1º de janeiro e a inclusão de todos os trabalhadores dentro do Plano de Cargos, Carreira e Salários da educação (PCCS).

Segundo o vereador Airton Callai (PSB), a reunião foi a oportunidade de ouvir, discutir e chegar a uma proposta que atenda os anseios da categoria, dentro das possibilidades do Legislativo.

Em relação a mudança da data base, atualmente estabelecida em 1º de maio para todo o funcionalismo municipal, vereadores e trabalhadores chegaram ao consenso.

A proposta é que no mandato do atual prefeito, a data base seja janeiro e no último ano, havendo a troca de gestor, o novo prefeito terá até maio do ano seguinte para definir o índice, com o pagamento retroativo.

“A nossa maior preocupação e foi entendida pela classe, é em relação a troca de gestores. Com a possibilidade de definir o índice até maio, o novo gestor poderá ver o orçamento e planejar a gestão em cima do seu plano de governo,” explicou Callai.

Além da alteração na data base, os servidores reivindicam a inclusão de todos os trabalhadores no PCCS da educação. Os vereadores se comprometeram em elaborar um requerimento solicitando da prefeitura, que o projeto seja encaminhado com urgência.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep/MT/Subsede Lucas do Rio Verde), Tânia Jorra, as reivindicações da categoria fazem parte do Plano Nacional da Educação e foram aprovadas no Plano Municipal da Educação.

Sobre o RGA, a proposta do sindicato é o índice do piso nacional, 6.81% para 2018, e que os profissionais recebem desde 2008. A prefeitura está oferecendo apenas 3.3%, para todos os servidores.

Os trabalhadores da educação estão em estado de greve e devem permanecer até o dia14 de junho. Após a data, se não houver um novo projeto que contemple a reivindicação da categoria, os servidores devem entrar em greve.

Na manhã desta sexta-feira (08), os vereadores se reuniram com o prefeito Luiz Binotti. O objetivo é que o Poder Executivo encaminhe novamente o projeto de reposição salarial (3.3%), para ser votado.

Segundo o presidente da Câmara, vereador Jiloir Pelicioli (Mano - PDT), o Legislativo tem buscado todas as formas de diálogo para atender as reivindicações do servidor e evitar a greve na educação.

“Votamos contra o primeiro projeto de RGA porque o servidor não queria o índice de 3.3%. Ampliamos o diálogo com o Executivo e com os servidores e agora, estamos esperando que o prefeito cumpra com o seu papel.”


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