Audiência pública para discutir melhorias na telefonia
Audiência pública para discutir melhorias na telefonia
Fonte: ASCOM / Câmara
Autor: Marcello Paulino
Duas audiências públicas serão realizadas no mês de março para ouvir da população as reclamações e discutir medidas para resolver os problemas relacionados aos serviços de telefonia móvel oferecidos pela operadora Vivo.
As ações para tentar resolver os problemas que afetam toda a população da região médio-norte de Mato Grosso foram decididas na manhã de hoje (27), durante reunião realizada no Ministério Público.
Participaram do encontro, representantes do Procon, Promotoria Pública, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público e Câmara de Vereadores. As datas das audiências serão definidas nos próximos dias.
De acordo com a coordenadora do Procon de Lucas do Rio Verde, Izabel Ganzer, o objetivo dos encontros é ouvir e registrar em documento as reclamações da população. “Nós precisamos que os consumidores participem das audiências. Quanto mais reclamações tivermos, mais força teremos.”
Dados do Procon revelam que somente este ano, o setor de telefonia, em especial a operadora Vivo, recebeu aproximadamente 120 reclamações. O número registrado pelo setor, no período, supera as queixas realizadas contra os serviços oferecidos pelos bancos e planos de saúde.
Além das audiências, a coordenadora explica que será contratado um profissional que irá realizar um estudo sobre o sistema de telefonia, mapear os pontos mais críticos e propor melhorias no serviço. Caso as medidas não resolvam o problema, o grupo irá promover uma ação civil pública contra a empresa.
Para o presidente do Legislativo, vereador Airton Callai, a falta de qualidade nos serviços oferecidos pela operadora não é novidade e mais uma vez, a população é quem paga pelo descaso da empresa.
Em setembro do ano passado, representantes da Vivo estiveram no município para prestar esclarecimentos. Na época, a Promotoria de Justiça estabeleceu o prazo de 60 dias para que os problemas fossem solucionados, o que não aconteceu.
“Precisamos reunir o maior número de reclamações e mostrar para a operadora que os problemas são constantes e que afetam a todos. Lucas do Rio Verde cresce diariamente e necessita de mais investimentos também no setor de tecnologia”, finalizou Callai.
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