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Comissão liderada por Prefeitura e Câmara vai discutir repa...

Comissão liderada por Prefeitura e Câmara vai discutir repa...

  • Publicado em 01/12/2013

Fonte: Site Expresso MT

Centenas de trabalhadores de uma empresa de alimentos instalada em Lucas do Rio Verde participaram ontem à noite de uma reunião na Escola Cecília Meireles, localizada no bairro Tessele Junior para discutir a ocupação das casas construídas quando da instalação da empresa no município. Há alguns meses, os poderes Executivo e Legislativo vêm discutindo o repasse das moradias a trabalhadores da empresa. A medida pode reduzir a rotatividade de empregados na empresa e melhorar as condições de vida dos trabalhadores.

Durante a reunião, o prefeito Otaviano Pivetta expôs o resultado da reunião ocorrida no final do mês passado em São Paulo, quando tratou o assunto com diretores da multinacional. A ida a capital paulista foi um compromisso firmado pelo gestor e que foi fundamental para por fim a greve deflagrada pelos trabalhadores. Segundo Pivetta, como prefeito do município assumiu a função de interlocutor, para tentar encontrar uma saída que contemple as partes interessadas.

?Queremos que o cidadão recupere ou conquiste o sentimento de pertencimento, possa cuida da sua casa, do seu lote, ter o seu jardim na frente da casa, ter uma horta. Poder bater no peito e dizer: esse pedaço de terra é meu?, ressaltou Pivetta, acrescentando que como prefeito possui relação institucional e que pretende usar todos os mecanismos para equacionar os problemas existentes.

Uma comissão envolvendo representantes da Câmara, Prefeitura, sindicato dos trabalhadores e de moradores do Tessele Junior vai tentar agendar um encontro ainda nesta sexta-feira (08) com diretores da empresa. Nesse encontro, além do problema de ocupação das residências serão tratadas outras situações, como os critérios para repasse dos imóveis a trabalhadores, ampliando o vínculo com o município. ?Vamos até lá marcar uma audiência com a BRF?, anunciou o presidente da Câmara, Airton Callai.

O vereador destacou que, dependendo do resultado do encontro, se for constatado que há má fé por parte da empresa em definir critérios que impossibilitem os trabalhadores a tomarem posse dos imóveis, as conversações devem chegar a um novo nível. Callai cogitou a realização de uma audiência pública com a participação de vários segmentos, como os trabalhadores e representantes do Ministério Público do Trabalho. Na visão do presidente da Câmara, é necessário que os critérios para o repasse das casas sejam estabelecidos não apenas pela empresa, mas pelo poder público. ?Não vai ser eles sozinhos quem vão dizer (os critérios), o município não é peão da BRF, pra dizer como vai ser feito. Nós vamos juntos acompanhar como vai ser feito isso?, prometeu o vereador.