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Vereador Callai sugere trancar a pauta até que o Executivo encaminhe projeto destinando recursos ao HSL

Saúde

  • Publicado em 07/03/2017

Autor: Ascom/Marcello Paulino

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Autor da Foto: Ascom/Joatan de Souza

A falta de uma política de gestão em relação ao Hospital São Lucas voltou a ser discutida na Câmara de Vereadores.

Na sessão ordinária, realizada na noite de ontem (06), o vereador Airton Callai sugeriu aos parlamentares que trancassem a pauta de votações até que o prefeito Luiz Binotti encaminhe um projeto de lei, destinando recursos ao São Lucas.

Segundo o vereador, a medida é extrema, mas necessária, uma vez que o pagamento dos salários dos médicos e fornecedores estão atrasados desde dezembro. Estima-se que a dívida do hospital esteja em aproximadamente R$ 3 milhões.

“A minha sugestão é que a gente realmente chame a responsabilidade, porque no momento que nós chamarmos a responsabilidade e a Câmara parar, eu garanto que as coisas se mexem. As coisas vão ter que andar, se não a cidade para”, ressaltou Callai.

A proposta de impedir a votação de projetos até que o Executivo apresente uma solução para as dificuldades financeiras do São Lucas conta com o apoio do presidente da Casa, vereador Jiloir Pelicioli (Mano) e dos vereadores Márcia Pelicioli, Jaime Floriano e Dirceu Cosma.

De acordo com o presidente, a gestão anterior sempre tratou o hospital de uma forma digna e transparente. Foram realizados investimentos públicos para a construção de uma nova ala com UTIs e mais centros cirúrgicos.

“Não é possível que nós vamos deixar o hospital perder tudo o que conquistou nos últimos anos. Esperamos que venha algum projeto durante esta semana, porque se não vier, a partir da próxima segunda-feira nós vamos discutir diferente. Se não houver o entendimento com o Executivo, nós vamos parar.”

A gestora do Hospital São Lucas, Fernanda Dotto, explica que o problema do hospital não é má gestão. As dívidas, segundo ela, são devido ao fato de a instituição atender além do que é contratualizado com o município e Sistema Único de Saúde (SUS).

“Como entidade filantrópica, 60% dos nossos atendimentos devem ser destinados aos pacientes do SUS, nossa média mensal e de mais de 70%. Em relação ao contrato com a prefeitura, nós também sempre atendemos a mais do que é acordado. Por isso, os prejuízos vão se acumulando. A diferença em relação a gestão passada, é que o município arcava com esse déficit.”

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