Vereadores aprovam projeto com ações para prevenir doenças transmitidas pelo aedes egypti
O projeto ampara a adoção de medidas de vigilância sanitária e epidemiológica sempre que se verificar situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito
Fonte: Ascom Câmara de Vereadores
Autor: Carolina Matter
Autor da Foto: Tarsila Borges
Diante da situação epidemiológica, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 27/2015, que dispõe sobre os procedimentos a serem adotados pelos agentes das vigilâncias em Saúde, Epidemiológica e Sanitária sempre que verificarem situações de iminente perigo à saúde pública pela presença do aedes aegypti, mosquito que, além de transmitir a dengue, é o vetor responsável pela chikungunya e o zika vírus.
Entre as medidas apresentadas no projeto estão visitas domiciliares para eliminação do mosquito e de seus criadouros em todos os imóveis da área identificada como potencialmente transmissora; a realização de campanhas educativas e de orientação à população, constantes do Plano Municipal de Vigilância e Controle da Dengue; e o ingresso forçado em imóveis particulares, nos casos de recusa ou ausência de alguém que possa abrir a porta para o agente sanitário quando isso se mostrar fundamental para a contenção da doença.
“Com a aprovação desse projeto, nós estamos dando autonomia aos agentes para realizar um trabalho mais minucioso. Esgotando todas as buscas ao proprietário do imóvel ou para aqueles que não autorizam o acesso do agente para verificação, fica, através da lei, autorizado o servidor a entrar nas residências para que seja feito o serviço”, explica o autor do projeto, vereador Pedro Góis (PPS).
Quando houver a necessidade de ingresso forçado em domicílios particulares, a autoridade sanitária, no exercício da ação de vigilância, lavrará, no local em que for verificada a recusa do morador ou a impossibilidade do ingresso por motivos de abandono ou ausência de pessoas que possam abrir a porta, um Auto de Infração e Ingresso Forçado.
O vereador Airton Callai (PSD) apresentou uma emenda ao projeto resguardando os agentes e garantindo a integridade dos imóveis em casos mais graves, sendo assim sempre que se mostrar necessário, o fiscal sanitário deverá requerer auxílio à autoridade policial.
“Nós não podemos permitir que as doenças sejam propagadas por causa daqueles que não deixam os agente entrarem em suas residências. É um trabalho que depende de todos os moradores, mas que agora conta ainda mais com a participação do poder público. É prevenção, precisamos nos conscientizar”, destacou Callai.
Entre as principais medidas de prevenção a serem tomadas pelas pessoas estão: manter a caixa d’água tampada de forma adequada; não acumular vasilhames, lixos e embalagens no quintal; limpar com frequência as calhas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta.
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