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Vereadores luverdenses não terão reposição salarial

O índice de reposição foi direcionado apenas aos servidores; prefeito, vice e secretários municipais também não receberão o reajuste

  • Publicado em 30/03/2016

Fonte: Ascom Câmara de Vereadores

Autor: Carolina Matter

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Autor da Foto: Tarsila Borges

Por quatro anos consecutivos os vereadores analisaram o projeto que dispõe sobre a reposição salarial e decidiram não receber o reajuste. O índice de reposição de 12%, que corresponde a perdas inflacionárias dos últimos 12 meses – 10.67% de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) –, mais reajuste de 1.33%, foi direcionado apenas aos servidores.

Com a aprovação do projeto de Lei nº 07/2016, do Legislativo, e a Emenda Modificativa e Supressiva nº 01/2016, além dos vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários municipais também não receberão o reajuste.

“Estamos passando por uma crise, não somente política, mas econômica e precisamos reduzir os custos em alguns pontos, por isso essa decisão de não receber a reposição. Temos que dar exemplo para sermos exemplos nessa parte de economia, isso se dá no nosso dia a dia com relação a gastos e consumos”, relatou o vereador Airton Callai (PSB).

Além deste projeto, outros quatro estiveram em pauta relacionados a cargos e salários dos servidores municipais, entre eles os que dispõem sobre a nova estrutura administrativa do Executivo Municipal e suas autarquias, propondo alterações na nomenclatura de alguns cargos.

“Esses projetos propõem uma reestruturação no organograma e quadro de cargos da prefeitura, Saae e Previlucas, renomeando alguns postos com a preocupação na economia nos cofres públicos. É um bom entendimento do gestor e toda sua equipe, que deve servir de modelo para outros municípios”, enfatizou o presidente do Legislativo, vereador Dirceu Cosma (PV).

Na manhã de hoje, os vereadores também aprovaram com emenda o Projeto de Lei nº 29/2016, do Executivo Municipal, que autoriza a prefeitura a conceder bônus a título de gratificação aos servidores efetivos que forem designados para gerenciar unidades básicas de saúde.

“Esse bônus varia de R$ 100,00 a R$ 1.000,00 e será concedido a servidores que já fazem parte do quadro de efetivos da prefeitura, mas que serão designados a uma nova função, uma espécie de gerente do PSF. Essa pessoa precisa conhecer a estrutura e andamento dos trabalhos na unidade de saúde, cuidando das pessoas, dos munícipes que procuram o serviço”, explicou o vereador Pedro Góis (PPS), que acrescentou sobre a emenda apresentada solicitando “que seja regulamentado o projeto dispondo os critérios a serem adotados para a concessão desse bônus e quem serão os responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização desse trabalho, lembrando que uma das avaliações deve ser feita pela própria população”.